Resenha: Trilogia O Inferno de Gabriel – Sylvain Reynard

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LINDOS… MARAVILHOSOS… TOCANTES… EMOCIONANTES… DIVINAMENTE INSPIRADORES!!!

Algumas pessoas muito próximas a mim sabem o quão absolutamente apaixonada eu sou por esses livros, pela narrativa de Sylvain Reynard, por essa história e personagens. Essas mesmas pessoas sabem o quanto eu abomino completamente spoilers (abomino lê-los e abomino o risco de dá-los sem querer). Assim sendo, tentarei manter ao máximo a superficialidade no quesito enredo, mas, mesmo assim, acho que vou deixar um alerta aqui, ok? PODE CONTER SPOILER!!! A única coisa que não prometo é fazer um post curto, pois essas mesmas pessoas estão muito acostumadas com minha incrível dificuldade de falar pouco, ainda mais quando esses livros são o objeto da conversa!

O que falar sobre Gabriel e Julianne que têm suas histórias e seus caminhos iniciados no livro “O Inferno de Gabriel”? O que falar dessa experiência maravilhosa e prazerosa de ler linha por linha um livro em absoluto deleite?

Eu confesso que julguei pela capa. Eu confesso que deixei o primeiro livro muito tempo encostado na minha lista de livros a serem lidos eventualmente por puro e simples preconceito. Eu confesso e assumo que me arrependo profundamente de ter perdido tanto tempo. Tanto tempo para conhecer uma das histórias mais lindas que já li, um dos conjuntos de personagens mais intenso e denso que tive o prazer de analisar, um dos escritores (ou escritora) mais inteligente, brilhante, fenomenal que já tive o deleite de ler. Uma narrativa espetacular!

Uma narrativa que conta a história de um pecador que se encontra no absoluto inferno de seus medos, traumas, angústias. Que se enxerga como uma alma completamente perdida e não merecedora de qualquer ato de bondade ou perdão destinados a ela. Um homem que, mesmo cercado por graça, misericórdia, perdão e amor, representados ou por um anjo, ou por uma mãe, ou por um franciscano, ou pela derradeira e máxima expressão de amor e cuidado existente em uma família, não consegue se ver como um alvo justo e merecedor de tal benevolência.

Todavia, apesar de todas as possíveis falhas que possam manchar a vida desse homem, o seu maior erro está em, mesmo sendo um professor, ser ignorante em um ponto crucial: graça e misericórdia não dependem de quem você é e nem do que você possa fazer para conquistá-la. Não há pecado suficientemente grande que possa obscurecer o amor incondicional que está representado nessas ações, porque, apesar de não haver nenhuma pessoa merecedora de graça ou misericórdia, ambas estão livremente e gratuitamente disponíveis e ao alcance de qualquer um que as queira verdadeiramente pelo simples amor que existe nelas.

gabriel

E é por isso que podemos ver a trajetória da vida desse homem, desse pecador, que do seu inferno pessoal compreende que sua alma pode ser resgatada, que passa a nutrir um desejo verdadeiro de ser resgatado e que, por fim, busca inquestionavelmente sua redenção, mas não sem antes passar pelo seu julgamento e pelo tempo de recolhimento e tratamento que todos os que buscam isso são submetidos. O momento de aprendizado, de conserto, de conhecimento, de amadurecimento. E um momento crucial de testar a capacidade de abrir mão de algo que tanto se quer pelo bem de outro ser. Dar sem receber! Renúncia! O conforto para enfrentar um caminho tão difícil e tortuoso está na certeza ou na esperança dessas mesmas graça e misericórdia, além do perdão, amor, beleza e pureza sempre presentes na pessoa de um certo anjo que o acompanha nesse caminho e que, talvez nesse caso sim, tenha sido enviado como um São Francisco para resgatar a alma de seu Guido (abro parênteses para aplaudir o trabalho que Julia apresenta no inicio do terceiro livro. Brilhante!).

Os livros também tratam da história de uma alma angustiada e traumatizada que eventualmente, diante de tantos tormentos e maus-tratos, torna-se reclusa e fechada em um casulo. De uma borboleta que, diferentemente do que acontece com as borboletas na vida real, não está em um casulo com o objetivo de tornar-se bela e então ganhar a liberdade. Essa alma sempre foi e continua sendo bela, apesar de todas as dificuldades e obstáculos e demônios que cruzaram seu caminho. Uma alma atormentada, mas que, a despeito de todos os horrores que já viu e viveu, continua exercendo todas as virtudes que se espera de uma alma bela e pura: compreensão, perdão, caridade, amor, graça, misericórdia… E contra todas as probabilidades, ainda consegue manter a fé e a esperança de que, apesar de tudo, ainda é possível ver e exercer bondade e ajudar os outros a encontrarem o caminho para a redenção.

Temos também amor e romance, claro, e esse sentimento e ligação é apresentada de forma magnífica, e com um diferencial que para mim é ainda mais tocante, por envolver um tipo de amor que sempre me fascina em livros e na vida real. Um amor que para mim representa algo extremamente sublime, puro, verdadeiro e muito forte. (Nesse ponto terei que refrear minha língua, porque, se falar que tipo de amor é esse, entrego spoiler do primeiro livro. Basta dizer que amo histórias de amor como essa!) Continuando, o livro é um romance, mas se você acha que encontrará uma mera história de amor ou algo como o que estamos acostumados com livros NA ou eróticos, você está enganado. E nunca nunca nunca desvalorize esse engano. Agradeça pelo fato de não ser apenas um livro que conta a história amorosa de duas pessoas. Agradeça por ter nas mãos algo que vai muito além e que envolve um pano de fundo que completa e enriquece o romance ali existente incalculavelmente.

Vou abrir só um parêntese aqui também, porque já vi muitas pessoas criticando esses livros e a narrativa porque acharam ele parado demais, sem, desculpem o termo, vuco-vuco o suficiente e que demora muito pra chegar nos finalmentes. Respeito o gosto e a opinião de cada um, mas terei que discordar radicalmente dessa critica. A essas pessoas ou a qualquer outra pergunto: vocês já leram Cantares de Salomão (ou Cânticos dos Cânticos)? Sim, Cantares de Salomão o 22º livro do Antigo Testamento da Bíblia que narra a história de amor de Salomão por sua Sulamita? Se não, deixe-me dizer algo. Cantares de Salomão, além de lindo, é um dos livros mais eróticos que você poderá ler na sua vida… MASSSSSSSSSSSSSSSSSSS não esperem achar ali a descrição explicita de qualquer membro ereto e de quão grande ou grosso ele é, desculpem novamente, de qualquer dedo dentro de qualquer lugar, de quantos orgasmos a mocinha teve ao simplesmente olhar para o mocinho… Conquista, cuidado com o outro, devoção, conexão, olho no olho, contato, pele, sensações… Esse é o tipo de erotismo que você encontrará ali. E Sylvain Reynard praticamente faz uma ode a Cantares de Salomão. Não estou falando que livros com narrativas explicitas são ruins e nem que quem os lê esteja errado. Ei… eu li 50 Tons, eu li todos os livros da Abbi Glines, meu amor literário é Andrew Parrish. Li e gostei. O que estou dizendo é que são narrativas diferentes, erotismos diferentes, livros diferentes. E que dizer que o livro é ruim meramente por esse fato não me convence, porque mesmo que não houvesse um único contato sequer nesses livros, eu os amaria da mesma forma, porque ele não baseia e sustenta sua historia nessas cenas. A profundidade e complexidade de sua história é que sustenta cada linha. Não cometam o erro de julgar um livro pela quantidade de vezes que o autor descreveu o membro sexual masculino, assim como eu cometi ao julga-lo pela capa. Fazendo isso apenas saímos no prejuízo de não aproveitar algo tão rico disponível em nossas mãos.

E esses livros possuem tantos detalhes e significado em absolutamente cada um deles, tantas analogias, comparações, citações, inspirações. Tantas lições, cultura, riqueza, inteligência que eles merecem uma leitura diferenciada. A riqueza dele vai muito além de uma comparação com Dante e Beatrice. Quando eu terminei de ler o livro um, eu brinquei que não queria casar com o Gabriel (Gabriel já tem sua alma gêmea), eu queria desesperadamente casar com a mente de Sylvain Reynard, porque ele (ou ela) tem uma das mentes mais incríveis que já vi e uma habilidade fora do normal de inserir em uma única história tantas influências e citações de livros, contos, lendas e casa-los de forma tão harmônica e coerente, que fiquei simplesmente extasiada com cada palavra contida nesses livros. São três livros… Três livros grandes… Mas se eu pudesse passaria o resto da vida lendo mais e mais e mais dessa história. Além de incrivelmente inteligente, Sylvain criou uma narrativa que te envolve em todos os aspectos. Ela é sexy, ela é tocante, ela é emocionante, ela é educativa (Sério? Embolia gasosa? Nunca tinha ouvido falar dessa possibilidade!), ela é enriquecedora culturalmente e ela é divertida. Adoro narrativas em terceira pessoa, mas amei o fato de que Sylvain interage com seus personagens da forma como fez, de forma carinhosa em vários momentos, mas na maioria das vezes irônica e sarcástica. Ele(a) tira sarro de seus próprios personagens, como se fosse um(a) amigo(a) pessoal deles. Eu simplesmente amei isso!

O INFERNO…
O JULGAMENTO…
A REDENÇÃO!!!
O tormento e a desilusão…
O crescimento e o aperfeiçoamento…
A salvação e a libertação!!!

Enfim, aqui estou eu… Suspirando com o final do ultimo livro, com o final de A Redenção de Gabriel. Eu esperei tanto tempo por esse livro! Contei os meses, os dias, as horas… Da mesma forma que queria desesperadamente lê-lo e aproveitar mais dessa narrativa perfeita, lidei com o bom e velho receio que todo leitor tem da despedida. Não queria que terminasse! Queria e quero mais linhas para satisfazer minha alegria! Mas o fato é que terminei e só me resta dizer que essa é uma das, se não a mais, linda, maravilhosa e perfeita trilogia que já tive o prazer de ler! O ultimo livro não decepciona. É intenso e tenso, mas o final fez jus à história linda pela qual eu me apaixonei.

Ouso apenas discordar de Sylvain Reynard em uma única coisa (mas isso é resultado de versões diferentes. Acho que concordaria com ele(a) se não tivesse um apego tão grande a minha versão ou se tivesse crescido acostumada com a versão dele).

Enfim, como na minha versão temos fé, esperança e AMOR, preciso dizer que ainda concordo com Paulo… Destes três, o maior ainda é o AMOR!

Por Fernanda Aragão

my rating 5 stars

3 pensamentos sobre “Resenha: Trilogia O Inferno de Gabriel – Sylvain Reynard

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