Resenha: Stepbrother Dearest – Penelope Ward

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Sinopse:
Você não deveria querer aquele que te atormenta.
Quando meu meio-irmão, Elec, veio morar conosco no meu último ano da escola, eu não estava preparada para quão idiota que ele seria.
Eu odiava que ele descontava em mim o fato dele não querer estar aqui.
Eu odiava o fato dele levar as garotas da nossa escola para o quarto dele.
Mas o que eu mais odiava era a maneira indesejada que meu corpo reagia a ele.
No início, eu pensei que tudo o que ele tinha era seu rígido abdômen tatuado e seu rosto esculpido. Então, as coisas começaram a mudar entre nós, e tudo veio à tona uma noite.
Tão rapidamente quanto ele entrou na minha vida, ele foi embora de volta para a Califórnia.
Fazia anos desde que eu tinha visto Elec.
Quando a tragédia se abateu em nossa família, eu teria que enfrentá-lo novamente.
E maldição, o adolescente que me deixou louca era agora um homem que me levou a insanidade.
Eu tive a sensação de que meu coração estava prestes a ser despedaçado novamente.
(Livro único!)

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#DicaDaVez #DicaAbafaOCasoDaVez #DicaEUAINDASENTAREIAPORRADAEMVOCEELECDaVez

“Um dia, ele vai perceber que ele cometeu um grande erro. Ele vai aparecer aqui, você já estará muito longe, e a única vaca a recepcioná-lo serei eu.” {Sully, minha heroína mor!!! }

Ahhhhh… Eu não ia falar desse livro, porque eu posso ser masoquista, MAS EU NÃO SOU SADISTA. Amo vocês e não gosto de vê-las sofrendo. Infelizmente, acabo lendo muito mais em inglês do que em português e sei que algumas ficam aflitas quando falo de um livro que gostei muito, então tinha contido meu ímpeto de falar desse livro. MAS… ENTRETANTO… TODAVIA… PORÉM, hoje fiquei sabendo que a Editora Pandorga comprou os direitos de “Stepbrother Dearest” da Penelope Ward. Então, as coisas mudaram… Parcialmente… Parcialmente porque realmente fiquei na dúvida se falava desse livro ou não, porque ele é daqueles que eu realmente não sei o porquê de ter gostado tanto. Daqueles que não sei se indico ou se escondo o fato de que amei! Kkkkkkkkk…
O fato é que há duas semanas eu poderia ter parado no primeiro capítulo e massacrado o livro, mas ele me pegou numa fase boa, numa fase de guarda abaixada. Só sei que ele me pegou por algum motivo que ainda não consegui entender. Há duas semanas poderia não ter pegado, mas em plena segunda-feira às 23h00 eu comecei a ler o livro, à 1h30 estava desistindo de dormir aquela noite, às 8h30 de terça-feira meu corpo estava no trabalho, mas meu (ir)racional estava optando por deixar tudo acumular para quarta-feira e, assim, continuar lendo, e às 14h00 estava relendo todas as partes que mais tinha gostado. Não lembro a ultima vez que fiz isso esse ano… De verdade não lembro o último livro que me fez fazer isso.

“Você foi a melhor coisa que já aconteceu comigo. Espero que um dia eu possa dizer que você foi uma das melhores coisas, mas por enquanto, é só você.” (E meu coração despedaça numa hora dessas!!!!)

Nossa Fernanda, mas que obra de arte é essa então? Nenhuma! Pensa numa compilação de absolutamente todos os clichês que você já leu na sua vida. Pensou? Agora multiplica por dez e você terá o enredo, a narrativa, os diálogos, as reviravoltas, os personagens desse livro. Elec é a soma de todos os personagens masculinos que você já conheceu, mas em suas piores formas… Liam (The Boy Who Sneaks in My Bedroom Window da Kirsty Moseley) quando ele atenta a pobre Amber das piores formas, Sebastian (The Education of Sebastian e The Education of Caroline da Jane Harvey-Berrick) nos momentos mais mal humorados dele pós-guerra, Gabriel (O Inferno de Gabriel de Sylvain Reynard) na sua pior forma de arrogância e grossura, Jake Wethers (The Mighty Storm e Wethering the Storm da Samantha Towle) em seus momentos mais ARRRRGGGGGGGGGGGGGGGG…, Rush (Série Sem Limites da Abbi Glines) em seus momentos mais… Rush de ser! E todos os outros personagens em suas formas mais possessivas sem ter direito de o ser! E Greta? Bom, apelidei Greta de Greta “Blaire”, entenderam? Entretanto preciso dar o braço a torcer. Ela cora, mas não cora tanto quanto as demais. Darei esse credito a ela. MAS… TOADAVIA… ENTRETANTO… PORÉM… São Paulo não precisaria estar discutindo racionamento de água com tanta umidade que acontece ali… POR DEUS DO CÉU GRETA!!!! Recomponha-se menina!!!

Narrado por Greta “Blaire” e toda a sua umidade, o livro me pegou e despertou todas as minhas emoções da forma mais crua e primitiva. Quis bater durante todo o livro no Elec e nunca me perdoarei por não ter batido! Sofri com cada palavra dele. No começo a gente ri (AMO DE PAIXÃO mocinhos que atormentam a vida das mocinhas), mas depois cada palavra que ele lança machuca no fundo da alma da gente (Porque eu também tomo dores como se fossem minhas! Sejam de pessoas que gosto… sejam de personagens com os quais me simpatizo.). E, por isso, darei crédito a Penelope Ward que, mesmo não escrevendo nenhuma obra de arte inovadora, conseguiu fazer algo que admiro em autores: despertar minhas piores emoções! Fazia tempo que não enchia o inbox das amigas durante a madrugada, que não precisava desabafar em algum clube de leitura, que não levantava em plena leitura para beber um copo d’agua com açúcar para dar uma acalmada nos nervos.

“A batida do coração é a forma mais pura de honestidade.”

Outros dois pontos que darei a Penelope Ward: o trauma do mocinho ainda não tinha visto. Trauma daqueles que tipo… Freud explica! E também gostei muito da forma como ela inseriu o ponto de vista do Elec na história. Adoro um POV masculino e não tenho nenhum problema quando autoras escrevem o mesmo livro narrado pelos mocinhos depois. É apenas um gosto particular meu que talvez até explique minha predileção por narrativas em terceira pessoa. Tenho a necessidade de ver a história por completo, de todos os ângulos, saber o que cada personagem sente. E sempre dou um ponto extra quando os autores conseguem inovar na forma como apresentam isso. Colleen Hoover é mestre em inovar nos artifícios literários das suas narrativas pelo ponto de vista masculino. Penelope Ward também inovou. Ao menos eu nunca li dessa forma.
Assim, o saldo de Penelope Ward e sua compilação de clichês não ficou tão negativo. Mas mesmo que tivesse ficado, ainda teria amado o livro, mesmo não sabendo realmente explicar o motivo de ter viciado nele. Talvez porque fazia muito tempo que não dava chance a um livro assim… MUITO TEMPO! Talvez porque Penelope fez algum pacto para que o livro dela ficasse tão chicletinho. O fato é que eu amei, mas se você ler e odiar terá todo o meu respeito (tenho uma lista de razões para ele receber UMA estrela ou ser abandonado no meio do caminho). E se ler e amar, terá toda a minha compreensão e meu inbox para você desabafar!

my rating 5 stars

Por Fernanda Aragão

Um pensamento sobre “Resenha: Stepbrother Dearest – Penelope Ward

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