Resenha: When Cicadas Cry – Laura Miller

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Sinopse: 
Um momento. Um momento pode moldar toda a nossa vida.
Uma respiração profunda.
Uma exalação lenta.
Um nascer do sol colorido.
Uma prova de um amor proibido.
Uma palavra falada cedo demais.
Uma palavra falada tarde demais.
Uma dança com um estranho.
Uma memória teimosa.
Um segredo mantido por um momento longo demais.
Isso é tudo o que é preciso.

Mas o que eu não sabia, quando nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, era que cada momento que compartilhamos era apenas mais um momento que antecederia aquele que mudaria para sempre o curso de nossas vidas.
Foi o momento em que soube que ele sabia. Foi apenas um palpite, um sentimento, um suave sussurro em minha alma. Mas foi naquele momento – naquele instante que altera uma vida – que eu soube que o havia perdido.

Quando a garota de Omaha, Ashley Westcott, surge de repente na pequena cidade de Missouri, onde Remington Jude viveu toda sua vida, ela vira o novo assunto da cidade. Quando ela abruptamente vai embora, os boatos correm rápido, mas apenas Rem sabe a razão de sua partida. Entretanto, ele não quer falar sobre o assunto.

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Estou em dívida com Laura Miller…
Estou em dívida há pouco mais de dois anos, quando, sem querer, “Butterfly Weeds” cruzou meus caminhos e eu resolvi lhe dar uma chance.
Estou em dívida com Laura Miller por não ter feito, à época, uma resenha para aquele livro, ou para “My Butterfly”, que tanto me marcaram; ou para “For All You Have Left”, que me fez chorar do começo ao fim, e chorar todas as lágrimas não derramadas com “A Culpa é das Estrelas”; ou para “By Way of Accident” que trouxe esperança ao meu coração.
Estou em dívida com Laura Miller por não ter retribuído com palavras escritas o que suas palavras fizeram ao meu coração.

Àquela época, eu não fazia ou sequer sabia como fazer resenhas – não que saiba hoje -, ou desabafos, ou considerações. Eu apenas fazia o que sei fazer de melhor: falar e falar e falar sobre os livros que leio e, claro, indicá-los na esperança de que qualquer pessoa um dia me ouça. Mesmo assim, aquela sensação de dívida sempre me acompanhou.

Além disso, existe uma lista de livros que me tocam tão profundamente, que acabam bloqueando minha capacidade de soar coerente ao falar sobre eles, ou sobre os quais eu não consigo esgotar todas as minhas considerações, ou sobre os quais eu não consigo colocar todos os meus sentimentos no lugar. Assim, no que se refere aos livros de Laura Miller, eu nunca achei que tivesse a capacidade de expressar corretamente, e com justiça, o que eles me proporcionaram. Hoje, entretanto, tentarei explicar o que as palavras, histórias e personagens criados por essa autora provocam em mim.

Todo leitor tem suas preferências. Minhas preferências são ecléticas, e absolutamente ligadas ao meu humor. Posso ler uma comédia romântica e, logo depois, passar para um thriller psicológico, se essa for a exigência do meu humor no momento. E, para suprir essas exigências, tenho uma lista de autores nos quais sei que posso confiar para suprir cada uma delas. Se quero sensibilidade, recorro a Colleen Hoover; se quero ser desafiada, tirada da minha zona de conforto ou experimentar algo completamente diferente do que estou habituada a ler, recorro a J. A. Redmerski ou Tarryn Fisher; se preciso de melancolia, Jessica Sorensen é minha fonte; mas, quando sinto meu coração esfriar, endurecer, perder sua veia romântica e idealista? Necessito do calor das palavras de Laura Miller para não esquecer que sou, sim, uma romântica por natureza e incorrigível… Cartas, corações, flores, arco-íris, unicórnios, contos de fada e tudo mais!

Colleen Hoover é minha primavera…
J. A. Redmerski é meu verão, tanto em seus dias de céu limpo, quanto em seus dias de tempestades devastadoras…
Tarryn Fisher é meu inverno…
Laura Miller… Laura é meu outono!

Outono com a poesia dos tapetes de folhas secas e alaranjadas ao chão… Outono com a explosão de tons de rosa, laranja, azul e roxo em seus pores-do-sol… Outono com o conforto da brisa suave que, de certa forma, aquece nossos corações… Outono com sua simplicidade que emociona.

Laura Miller escreve romances, de forma simples e direta, que sempre prendem nossos corações do começo ao fim, e que SEMPRE tocam profundamente nossas almas. Ela sempre nos presenteia com histórias que trazem esperança, que nos aquece, que nos fazem lembrar da beleza de um primeiro amor… da beleza e privilégio de um amor verdadeiro. E mesmo quando, ao segurar nossos corações em suas mãos, ela os aperta, sendo necessário desabafar aquela dor em lágrimas, de certa forma aquelas lágrimas também aquecem, pois lavam de nossas vidas a dureza e frieza que muitas vezes nos é imposta, e que endurecem e esfriam nossos corações. Sua narrativa simples e fluida, tem um toque de poesia e sensibilidade, que te fazem perder a percepção real do tempo. O ritmo é tão fluido e a narrativa tão cativante, que você inicia o livro e, quando se dá conta, já ultrapassou a metade dele, sem nem ao menos dar-se conta disso.

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“A cidade toda já pensa que estamos apaixonados.”

Seus enredos também trazem uma simplicidade que me encanta, e um pano de fundo adorável, singelo que trazem um sorriso sempre ao meu rosto. Mesmo passando-se em um país diferente, as semelhanças sempre me cativam: as pequenas cidades e suas tradições; o campo e sua vida simples, mas não menos rica em sua própria maneira de ser. Há um beleza tão rica na simplicidade da vida…
Aparentemente, tudo nos livros de Laura Miller é simples, direto, e, talvez por isso mesmo, são carregados de singeleza, cuidado, sentimento, paz… É exatamente essa a sensação que tenho ao ler seus livros; de que Laura senta em um local com uma das vistas mais lindas que uma pessoa pode admirar e, no calmo silêncio do campo, embalada pelo canto dos pássaros ou pelo sopro do vento ou pelo choro das cigarras, ela permite que seus personagens ganhem vida e voz, sem pressa, sem tumulto… Não há engarrafamentos, não há correria, não há preocupação. Apenas a paz e calma de um dia tranquilo.
É exatamente isso que transborda em todos os seus livros…
É exatamente isso que transborda na história de Remington Jude e Ashley Westcott…

“Por que precisa ser tão doloroso?”, pergunto.
Seu sorriso se desvanece um pouco. “Não é para ser indolor, Rem. É para valer a pena.”

E como ler as palavras deste livro valem a pena. Como elas aquecem nossos corações.
Em uma narrativa tocante, Laura nos presenteia com uma bela e encantadora história de amor entre Rem e Ashley. A garota da cidade grande que, por alguma razão, se encanta pela pequena cidade rural. O garoto da pequena cidade que, por alguma razão, se perde nos olhos verdes da garota misteriosa. O garoto e a garota que descobrem, juntos, a beleza das pequenas coisas, mas, principalmente, o valor do amor. Mas, como sempre em uma boa história de amor, temos as reviravoltas, as dificuldades, o empecilhos.

“O amor verdadeiro sangra, sabia?”

“É assim que sabemos que ele é real,” ela diz.

Com uma reviravolta um pouco semelhante a um livro que li bem recentemente, confesso que fiquei extremamente grata pela forma como Laura desenvolveu esse tema em seu livro. Diferentemente do livro anterior que li, foi gratificante identificar-me tao profundamente com as reações de Rem – talvez porque a importância e valor da relação que ele tem e que é posta em prova é extremamente parecida com a minha -, e foi infinitamente mais emocionante ler esse tema narrado por Laura Miller – no livro anterior confesso que havia ficado decepcionada com o tom apático dado. Assim, mesmo com uma narrativa limpa, simples, leve, Laura mais uma vez tocou meu coração, minha alma, minhas emoções, como apenas ela e capaz de fazer, aquecendo, mais uma vez, esse coração que estava se perdendo na correria da cidade grande, se calando no meio do barulho da multidão, se esfriando diante da formalidade da vida.
Serei eternamente grata por um dia ter achado do nada o livro “Butterfly Weeds”… Serei eternamente grata por ter as palavras de Laura Miller aquecendo meu coração… Serei eternamente grata pelas singelas e tocantes histórias de amor e personagens que me dão esperança e me tocam profundamente… Serei eternamente grata pelo canto das cigarras… Serei eternamente grata pelo outono!
(Infelizmente, nenhum dos livros da autora foram publicados no Brasil, estando disponíveis apenas em inglês. Espero, verdadeiramente, que um dia todos possam ser tocados e aquecidos por essas palavras.)

my rating 5 starsPor Fernanda Aragão

Intromissão da Mirela:

A maior recompensa para um autor é quando a mensagem de seu livro é transmitida e ele pode receber o retorno dos seus leitores, mas essa é uma rua de duas vias. A maior recompensa de quem faz resenhas é saber que suas palavras chegaram e foram importantes para este autor. E eu tenho muito orgulho em dizer que as resenhas da minha amiga tem este poder. Não é a primeira e com certeza não será a última resenha dela que os autores, mesmo os de fora, irão gostar e reverenciar, como Laura Miller fez. Parabéns Fer!!!!

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3 pensamentos sobre “Resenha: When Cicadas Cry – Laura Miller

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