Resenha: O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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Sinopse:
O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.
Colleen Houck é autora de A maldição do tigre, série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil.
“Os fãs de Rick Riordan vão se divertir com esta fantasia. Uma narrativa incrivelmente bem pesquisada com um ar de mistério e romance.” — School Library Journal
Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.

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Como eu já falei e não canso de repetir, eu adoro um YA, e se misturado com fantasia então, perfeição!!!
Eu estava muito ansiosa para ler O despertar do Príncipe, porque, apesar das infinitas ressalvas com a mocinha da saga A maldição do Tigre, eu, de fato, gostei da aventura.

Colleen pode não saber fazer uma mocinha digna, pode pecar no desenvolvimento dos seus personagens, mas ela sabe muito bem descrever uma cena cheia de ação e fantasia. E isso (às vezes) me basta. Lamentavelmente não foi o caso dessa vez.

Infelizmente eu cheguei a uma ou várias tristes conclusões em relação ao enredo do livro (conclusão pessoal e que se aplica a mim e somente a mim), ou livros da Colleen.
Suspeito que ela tenha uma tara, um desejo secreto, uma fantasia, fetiche ou sei lá o que de se tornar objeto de paixão entre irmãos, dois, três, quanto mais melhor…PORQUE, GENTE, NÃO É POSSÍVEL!!!

Sem falar nas suas mocinhas que são sempre as mais bonitas, as mais puras, as mais ingênuas, fortes, inteligentes, blábláblá e todo tipo de características românticas e clichês que você possa nomear.
Todos os homens caem de amor por elas. Qualquer Príncipe, deus, semideus, criatura obscura ou reles mortais. Não tem para ninguém. Elas são irresistíveis.

Reconheço que isso me deu muita preguiça na saga dos Tigres e NOVAMENTE ela repetiu os mesmos erros. A receitinha que ela usou realmente deu certo da primeira vez, apesar da Kelsey ser tão chata que eu muitas vezes tinha que me tentar fazer esquecer que ela estava narrando (se é que isso é possível). Mas praticamente tentar repetir o enredo com algumas poucas mudanças como localização e nomes foi uma aposta muita arriscada e na minha humilde opinião, temo, uma mancada total.

“Grandes pedras de granizo começaram a cair, fustigando meu corpo enfraquecido, mas eu mal as sentia. Ao chegar perto da aura dourada de Amon, as pedras se desintegravam, mas eu estava fora desse círculo de proteção. Uma pedra gelada me acertou na têmpora e senti a umidade do sangue. A pedra estava fria. Não, eu estava fria. Tremendo, tentei mudar de posição, ávida por me esconder da coisa que parecia estar me observando, mas constatei que não conseguia nem mesmo erguer pernas ou braços. Desesperada para fugir e incapaz de fazê-lo, senti meus olhos se encherem de lágrimas. A paz que sentira segundos antes havia sumido. Eu soube então que era tarde demais. Seth tinha chegado e estava vindo atrás de nós.”

Colleen tem uma narração fluida, cheia de artifícios estruturais imaginários dignos de roteiros de Hollywood que me deixaram literalmente tonta durante a leitura. É ação em cima de ação, aventura em cima de aventura, que muito me entristece uma mocinha tão pobre substancialmente e tão zero humildade (ela quer passar exatamente o contrário, mas não rola…) ser a narradora do livro…é um saco!!!
Quanto a todo um mundo egípcio na trama, com suas lendas, deuses e tal, honestamente, como meu conhecimento sobre o assunto é raso, não sei até que ponto Colleen colocou elementos de pesquisa relevantes ali. Só sei que era tudo muito insano e as vezes eu realmente pensava, “será que isso é sério?”
Ela cria métodos muito fáceis de resolver; problemas que, obvio, ela mesmo desenvolve (muitas vezes desnecessários) e como uma lâmpada mágica se resolvem rapidamente, sem contratempos…mas pra quem já conhece ela de outros carnavais, isso não surpreende.

Quanto ao Príncipe Amom, eu gostei do moço. Não foi digno de chiliques épicos da minha pessoa, nem de taguear o rapaz desesperadamente e desembestadamente antes das minhas amigas taradas, mas ele não é de todo ruim.
O que me incomodou foi ele ter sido caracterizado com uma personalidade brincalhona e levemente sarcástica no começo do livro e ao longo da trama ir perdendo exatamente essas mesmas características que tanto me encantaram…inevitavelmente se tornou maçante pra mim.

Como achei o enredo MUITO parecido com os Tigres (preciso repetir isso de novo), o livro perdeu um pouco da graça para mim. A única coisa significativa no livro são as cenas de ação, mas não sei se isso é motivo para você pegar um livro de quase 400 páginas e encarar a leitura (tanto livro ótimo por aí…)
Enfim, não é um livro imperdível, e sinceramente, não sei se lerei os próximos (talvez, para falar mal depois).

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Por Anna Camila

Sinopse:

3 pensamentos sobre “Resenha: O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

  1. Gostei do livro apesar de muitas vezes compará-lo com A Maldição do Tigre. Acho que ela não deixou suspense ou expectativa suficientes para uma continuação. A história parece simplesmente acabar, creio que ela terá de criar um belo enredo para o próximo livro.

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  2. Eu não li a série dos Tigres ainda, porém já amo O despertar príncipe desde já!
    Como adoro o Egito e sua história para mim sempre é emocionante ler algo que se relacione com ele.

    Adorei a trama e os personagens, tanto os principais como os secundários.
    Lily é super fofa e forte, nada de muita frescura e sabe o que quer.

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