RESENHA: STINGER – MIA SHERIDAN

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SINOPSE:

Grace Hamilton era a garota cheia de planos. Ela sabia exatamente para onde sua vida estava indo e se orgulhava de sempre alcançar seus objetivos. Ela era desta maneira e era como ela vivia a sua vida. Ela nunca fez nada fora do planejado, e nunca imaginou o que mais ela poderia desejar e a quem ela estava realmente se esforçando para agradar. Até ele…

Carson Stinger era um homem que não jogava por nenhuma regra, exceto a sua própria. Trabalhando na indústria do entretenimento adulto, ele não se importava com o que os outros pensavam, e tocava cada dia que vinha em sua vida, sem direção, sem plano. Ele sabia o que as mulheres queriam dele e acreditava que era tudo o que tinha para oferecer. Até ela… 

Quando as circunstâncias os forçaram a passar várias horas juntos, eles saíram disso mudados. Mas para duas pessoas que nunca deveriam ter ser misturadas, superar a realidade de suas vidas muito diferentes não era possível. Pelo menos ainda não…

Este é um livro único, inspirado em Escorpião, faz parte da série Signos de Amor, mas não precisa ser lido em sequência. Devido a uma linguagem forte e conteúdo sexual, este livro não é destinado a leitores com idade inferior a 18 anos.

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“Escorpião é o único signo que tem três animais diferentes como símbolo, cada um deles representa um estágio diferente da transformação de Escorpião. Em primeiro lugar, o escorpião, simbolizando a energia bruta do signo. A picada de escorpião é defensiva e reacionária, e, muitas vezes, por causa de sua natureza egoísta, é completamente inconsciente de seu próprio poder e impacto. Quando o escorpião aprende a controlar sua picada e a manter seus instintos sob controle, ele se transforma em águia. A águia, embora ainda fria, tem mais perspectiva; ela voa alto acima do chão, usando seu poder deliberada e propositadamente. Finalmente, a águia se torna a pomba. A pomba é uma criatura tranquila, reconhecida como a portadora da paz e digna de liderança. A pomba somente se torna pomba depois que ela conquista o que ela mais quer no mundo. Escorpião, acima de todos os outros, tem a capacidade de transformar seu veneno egoísta em amor universal.”

Quando, no início de 2013, a Mirela me disse que havia encontrado uma nova indicação de um livro novo, de uma autora nova, no Goodreads, e que deveríamos lê-lo, não pensei duas vezes, afinal nossos gostos se assemelhavam muito. E, assim, tive meu primeiro contato com Mia Sheridan ao ler “Leo” (que será publicado no Brasil pela Editora Arqueiro com o título de “O Coração do Leão”), o primeiro livro da autora e o primeiro livro da série “Signos do Amor”.

Para resumir bem a história, aquele livro me deixou em um estado de tamanho descontrole que não conseguia largá-lo nem por um segundo. NEM.POR.UM.SEGUNDO.SEQUER. Quando digo e repito NEM POR UM SEGUNDO, significa que eu, pela primeira – e única – vez na vida, li um livro enquanto eu fazia minha caminhada diária. Sabe o trabalho que dá ler um livro e concentrar-se na leitura, enquanto você faz uma atividade física ao ar livre e tem que desviar de todas as demais pessoas em seu caminho, que correm, ou caminham, ou dos ciclistas que vêm em sua direção? Se não sabem, eu digo: é MUITO difícil! Mas eu não tinha opção, porque simplesmente não conseguia largar o livro e todas aquelas milhares de teorias que inundavam minha mente.

Com “Leo” eu descobri uma nova autora, com a habilidade de despertar todas as minhas emoções através de suas palavras e narrativa. Com “Leo” eu descobri uma nova série de livros com um pano de fundo que me deixou intrigada e muito curiosa para conhecer mais.

Entretanto, como a vida nem sempre é como desejamos – 24 horas por dia, sete dias por semana, doze meses por ano dedicados à leitura -, quando “Stinger” foi lançado no segundo semestre de 2013, eu estava em uma fase conturbada e não consegui ler o livro em seu lançamento, postergando a leitura. Depois disso, algumas pessoas, com as quais tenho um gosto literário parecido, leram o livro e disseram que o livro as haviam desapontado um pouco quando comparado aos dois primeiros livros da autora e da série: “Leo” e “Leo’s Chance”. Confesso que isso me desapontou e me deixou receosa, uma vez que estava completamente apaixonada pelos dois primeiros livros da série. Fiquei com receio de ler o livro e acabar me decepcionando com uma série e com uma autora que haviam me conquistado tão arrebatadoramente. Assim, a leitura de “Stinger” continuou sendo postergada, tanto que fiz uma coisa que nunca havia feito antes – e Mia Sheridan, aparentemente, é a única autora capaz de me fazer quebrar minhas regras de leitura: pela primeira vez eu não segui a ordem de publicação de uma série. Não que seja obrigatoriamente necessário seguir a ordem de publicação dos livros desta série, tanto que o primeiro livro da série publicado pela Editora Arqueiro foi “Archer’s Voice” (A Voz do Arqueiro), quarto livro publicado nos EUA. Entretanto, mesmo não sendo necessário seguir a ordem, uma vez que as histórias são independentes, considere que eu tenho um TOC de leitura em relação à series. Preciso ler seus livros segundo a ordem de publicação sempre – bem… quase sempre. Entretanto, o medo de me decepcionar com Mia era tão grande, que passei Archer na frente de “Stinger”, e ele foi deixado para depois novamente.

2014 também não foi um ano produtivo para minhas leituras e elas acabaram ficando atrasadas. Uma das minhas metas em 2015 era colocar algumas das minha séries favoritas em dia, e, ao me dar conta de que o oitavo livro da série “Signos do Amor” havia sido publicado (Grayson’s Vow) e que eu havia lido apenas TRÊS desses livros, decidi que não poderia perder mais tempo e que deveria colocar essa série em dia. Assim, preparei-me psicologicamente para enfrentar “Stinger”, e confesso que o encarei como um ônus a ser encarado e superado para poder, enfim, desfrutar do bônus de ler os tão aclamados livros subsequentes desta série (Becoming Calder, Finding Eden, Kyland e Grayson’s Vow). Leria “Stinger” custe o que custasse, mas não postergaria mais a leitura, porque eventualmente acabaria deixando ele de lado talvez para sempre.

E aí eu te pergunto: POR QUÊ? Por que eu tive medo? Por que eu alimentei o receio? Por que eu cogitei duvidar da capacidade dessa autora que me arrebatou no primeiro capítulo de seu primeiro livro? Por que posterguei por tanto tempo a leitura desse livro?

“Stinger”, dentro do pano de fundo da série, traz a história do signo de Escorpião, o signo para o qual todos torcem o nariz, do qual todos têm “medo”, o signo “mau” e traiçoeiro, o signo quente do zodíaco. Basicamente era isso que eu sabia ao abrir o livro em meu Kindle. Não havia lido a sinopse e nem sabia sequer o nome dos personagens. Eu não sei ao certo o porquê, mas eu esperava certo enredo nesse livro. Todavia, Mia, com sua enorme capacidade de fazer mágica com suas palavras (como bem pontuou a Silvia em sua resenha de Grayson’s Vow), virou minhas expectativas do avesso na primeira página do livro, com sua lenda sobre Escorpião, me tirando o fôlego, despertando emoção em mim, e me ganhando ali mesmo.

Hum… Ao escrever essas palavras, me dei conta de que ainda não sei a sinopse desse livro. Provavelmente só irei lê-la quando tiver que procurá-la para colocar ali na introdução da resenha, mas deixe-me resumir “Stinger” para vocês, claro, SEM SPOILERS. Nunca com SPOILERS!

“Stinger” traz a história de Grace Hamilton, estudante de direito, que tem toda a sua vida planejada nos mínimos detalhes…

“Stinger” traz a história de Carson Stinger, cuja profissão atual não se enquadra exatamente no que podemos dizer rotineira…

“Stinger” traz a história do encontro de duas pessoas com caminhos completamente distintos, na cidade de Las Vegas, que batem de frente ao se esbarram inesperadamente nessa vida louca e selvagem…

“Stinger” traz a história de um elevador, de um botão-de-ouro, de cachorros-quentes, de um nascer do sol…

“Stinger” traz a história de desencontros… E por Deus, como eu absolutamente sou fascinada por desencontros e todas as emoções que eles despertam em mim.

Mas, acima de tudo, “Stinger” traz a história da inegável e indiscutível beleza e impacto da lenda de Escorpião, da lição de que todos podemos transformar os venenos existentes em nós ou lançados sobre nós em algo novo, lindo, puro… Em amor universal!

Mais uma vez, Mia Sheridan, de forma magnífica, foge dos conceitos pré-concebidos, do senso comum que a temática de sua série pode gerar, e apresenta em uma bela e inquestionavelmente bem executada analogia uma história de superação, de aprendizado, de amadurecimento, de conhecimento. De uma forma delicada, Mia aborda através de seus personagens que as primeiras impressões nem sempre são verdadeiras, de que nossos conceitos nem sempre são certos, de que sempre podemos ser surpreendidos mesmo quando estamos certos de algo, de que às vezes dar uma chance ao inesperado e incerto é o mais certo a ser feito.

O livro é dividido em três partes: escorpião, águia e pomba. Todas abordando as fases de transição dos personagens, principalmente Carson. Entretanto, algumas pessoas que leram o livro acabam dividindo-o em duas partes, sendo escorpião e águia a primeira, e pomba a segunda. E algumas dessas pessoas elogiaram muito a primeira parte, mas se dizem decepcionadas com a segunda. A minha opinião, entretanto, é diferente. No meu caso, todas as partes deste livro me surpreenderam positivamente.

Talvez vocês podem cogitar que essa surpresa positiva tenha se dado pelo fato das minhas expectativas quanto a este livro serem baixas, e isso ter ajudado no final. Eu mesma cogitei isso. Todavia, ao ponderar no final da leitura sobre isso, cheguei à conclusão de que a verdade é que fui surpreendida, muito positivamente, pela constatação de que Mia Sheridan é uma autora versátil e capaz de diversificar, mesmo que seja dentro de um mesmo gênero literário, seus enredos.

Se na primeira parte do livro, Mia trouxe sim uma história quente e arrebatadora como somente escorpião poderia ter, os desdobramentos de sua história fugiram completamente do esperado, do que eu esperava. Já li dois ou três livros com enredos ligeiramente semelhantes ao enredo da primeira parte de “Stinger”, e em todos os demais livros os desdobramentos foram bem parecidos. Mia Sheridan, entretanto, trouxe uma história nova e desdobramentos diferentes do que eu estava acostumada e esperava. Eu confesso que durante toda a leitura eu esperava sim certos acontecimentos, mas deveria ter sabido melhor que Mia Sheridan não é uma autora da qual devemos esperar o óbvio. Sua capacidade de escrever histórias baseadas nos signos do zodíaco e fugir completamente do senso comum, já é um enorme demonstrativo da capacidade criativa dessa autora. Além disso, a delicadeza com a qual ela desenvolve suas histórias, seus personagens e entrega suas mensagens me emociona e acalenta meu coração.

“Stinger”, assim como o signo de Escorpião, talvez seja incompreendido, talvez seja julgado por suas características superficiais. Entretanto, não se deixe enganar pela máscara que é posta. “Stinger” vai além e esconde uma beleza interna incomparavelmente maior do que seu exterior. “Stinger” brilha… Seu enredo brilha… Sua lenda brilha… Seus personagens brilham… E ahhhhh… Como o mundo seria mais belo se além de suas palavras mágicas, a maga Mia Sheridan, como apropriadamente Silvia a apelidou, tivesse uma varinha de condão e pudesse transformar todos aqueles que habitam este planeta em pessoas mais semelhantes aos seus personagens… Como seriamos mais felizes se brilhássemos como os personagens de Mia brilham nas páginas de seus livros.

“Na vida, há aqueles que nos salvam, tanto de maneira magestosa quanto de maneira simples. Às vezes isso significa ser libertado de um quarto escuro e sem janelas, ou ser retirado de um prédio em chamas. Mais frequentemente, significa ser salvo de si mesmo, e fazer-se finalmente acreditar que permitir-se ser amado por alguém não é apenas uma grande mentira que você está disposto a contar.”

my rating 5 stars

Por Fernanda Aragão

4 pensamentos sobre “RESENHA: STINGER – MIA SHERIDAN

  1. Pingback: Resumo de Leituras de Dezembro e Janeiro |

  2. Pingback: REVIEW: ARCHER’S VOICE – MIA SHERIDAN |

  3. Aaah, eu amo esse livro. Confesso que por ser meu signo, mas a história, todos os detalhes, as transições dos personagens….aaaahhhh….show de bola. Mia, é uma autora incrível, com história de vida incrível.
    Amei seu texto 🙂
    P. S. : queria uma versão feminina de escorpião do livro.
    XO

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