CRÍTICA: TRILOGIA DE VOLTA PARA O FUTURO

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O futuro chegou! Como pode um rapaz franzino, um cientista maluco e um carro espetacular serem protagonistas de uma das trilogias mais queridas dos últimos tempos? Pois é, De Volta Para o Futuro é e sempre será uma das histórias mais criativas que tivemos sobre o futuro já vista no cinema.

E de pensar que por muito pouco não teríamos conhecido essa trilogia. Isso porque vários estúdios tinham se recusado a “comprar” a ideia de um garoto e seu amigo cientista viajarem no tempo. Por uma ajudinha do sucesso do último filme do diretor Robert Zemeckis (Tudo Por uma Esmeralda), a Universal Pictures resolveu patrocinar a empreitada, tendo Steven Spielberg como produtor executivo. Daí como dizem, o resto é história. Será?

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Pouca gente sabe, mas o papel de Marty McFly era inicialmente de Eric Stoltz, que infelizmente não conseguiu se adaptar ao personagem. Assim, o nome de Michael J. Fox foi cogitado, apesar dele está fazendo a série Family Ties, de muito sucesso nos EUA na época. Conversas e acordos, J. Fox assinou o contrato e tivemos o nosso Marty.

A Editora Darkside lançou recentemente um livro para comemorar os 30 anos da franquia (que por sinal aceito de presente, ok?!). Nele, você pode ler curiosidades e causos sobre os bastidores do filme. Ficou curioso, é só clicar aqui!?

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A trama de De Volta Para o Futuro é simples (tá, não tão simples!!!): Marty vive na pacata Hill Valley, na Califórnia. Sua família de classe média mora no subúrbio. Seus pais possuem alguns problemas (ela com o álcool e ele por ser capacho do chefe), mas ambos se amam. Seus irmãos fazem “trampos” e são infelizes. Porém, Marty almeja ser algo mais, um astro de rock, para quebrar a monotonia do lugar. Contudo, o teste da banda para tocar no colégio acaba sendo ruim e Marty se revolta.

Só que, na madrugada do dia 25 de outubro de 1985 (ou o dia seguinte), Dr. Brown (Christopher Lloyd) o encontra no estacionamento do shopping local, com a sua invenção mais promissora: um carro que viaja no tempo. Um DeLorean totalmente modificado que é capaz de se deslocar no tempo e espaço através da criação do Doutor chamada “capacitador de fluxo”. Ao atingir a velocidade de 88 milhas, acontece a fissão nuclear, criando o deslocamento temporal.

O primeiro teste com o cachorro Einstein dá certo, mas antes que o Doutor possa fazer a sua “viagem”, um grupo de líbios que estavam interessados no projeto dele acaba interrompendo o que fora programado. Deste modo, numa confusão digna de um filme da década de 80, Marty acaba entrando no carro e… vocês imaginam (e sabem) o que acontece.

Assim, começa a jornada desta trilogia INCRÍVEL! Toda a premissa ”o que faríamos se voltássemos no tempo” é muito bem explorada, chegando até a criar situações bem complicada (i.e. a mãe do Marty se apaixonar por ele ao invés de seu pai). Mas como tudo na ficção tem o seu jeitinho, nosso rapaz consegue consertar as coisa e voltar para o presente (1985, não se esqueçam!).

De alguma forma, a sua interferência no passado provocou mudanças no presente, ao ponto de trazer um pouco de sossego a sua família. Porém, Dr. Brown retorna e pede que Marty vá com ele para o futuro. E aí temos o segundo filme…

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No segundo filme, temos a vinda de Marty aos nossos dias atuais (ou pelo menos a uma dimensão paralela da nossa própria realidade). Motivo pelo qual estamos comemorando sua chegada hoje. E que futuro interessante e cheio de merchandising, diga-se de passagem?! O problema continua e desta vez a chave é o filho de Marty, que é um fracote e aterrorizado pelo filho de Biff (que sempre arranja um jeito de atrapalhar a vida dos McFly).

A confusão se instala quando Biff consegue viajar no tempo sem que o Dr. Brown e Marty saibam, entregando a versão mais jovem e mal-caráter dele o almanaque desportivo, que tem os resultados dos jogos entre 1950 e 2000, querendo assim mudar seu futuro. Ele consegue e temos mais uma fenda no tempo paralelo ao futuro já conhecido pelos mocinhos.

Confuso?! É, não é fácil descrever. Mas Marty mais uma vez dá seu jeito, com uma ajuda bem peculiar. E consegue recuperar o almanaque e tudo volta a seu “normal”. Por pouco tempo, é claro. (risos) E o final deste segundo filme, é impactante…

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Terceiro e último filme. Nossa, que jornada… depois do que aconteceu bem diante de seus olhos, Marty precisa procurar o Doutor de 1955 para lhe ajudar a encontrar o Doutor que havia desaparecido junto com o DeLorean (hahahahahaha não acredito que estou escrevendo isso?!). Desconfianças e testes de credibilidade a parte, ambos conseguem consertar o DeLorean (outro carro) e nosso rapaz precisa voltar ao passado para livrar o Dr.Brown de um duelo mortal.

Gente, vocês não têm ideia. O Doutor passa de cientista para ferreiro e, é claro, vai se meter com um antepassado de Biff! E mais brigas e confusões. Drama, drama e drama. Ao mesmo tempo, eles precisam adaptar o Delorean a nova realidade, já que combustível era algo inexistente na época.

A mágica do cinema acontece e Marty consegue voltar a Hill Valley de 1985. E mais um final bem legal…

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O sucesso desta franquia vai não só da simpatia pelos personagens, mas pela história bem amarrada e inusitada. É claro que o humor deixa De Volta Para o Futuro muito mais “palatável” de se ver. E a trilha sonora também é uma alegria a parte!!! Não é a toa, que até hoje alguns sonham com os produtos imaginados pelos roteiristas. Seja o skate voador, o tênis bacanérrimo ou o refrigerante especial. É claro, não esquecendo o carro que fez muitos garotos (e algumas garotas) babarem.

Dessa forma, viajar no tempo valeria muito! E diante disso, espero que Marty não fique tão surpreso com esta nova realidade que vivemos. Não tão fantasiosa como vimos no filme, apesar de ser mais divertida e menos cafona…

Bem-vindo, Marty!

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Por Camilla Carvalho
Fontes: Wikipedia, Adorocinema e Google

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