Resenha: Uma Noite Para Se Entregar – Tessa Dare

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Sinopse:
Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos.

O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável.

Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

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Quem curte livros sabe que existem muitos clichês, assim como clichês entre os gêneros literários. Um dos mais recorrentes é o que diz que os romances de época são todos iguais. Eu já fui adepta dessa teoria (apesar de não me importar com isso, graças a minha paixão por esse tipo de temática), mas há atualmente uma leva de autoras que, com grande competência, tem mostrado que há muito mais que casamentos arranjados, lágrimas e intrigas interioranas nestas obras. E se, mesmo com os livros de Julia Quinn, Mary Balogh, Lisa Keiplas e Madeleine Hunter você continua pensando assim, está na hora de você conhecer Tessa Dare!

Acredito que tenha sido num dos livros da série “Ligeiramente…” em que uma personagem diz, em plena era Napoleônica, que as rígidas regras de convívio e etiqueta não eram exatamente aplicadas no interior, e mesmo que não fossem, os moradores do campo não se importariam com eventuais “indiscrições”. E é dentro dessa liberdade relativa do campo que Tessa dá início a esta adorável história, que fará você rir e se apaixonar loucamente! E mais: dá uma boa lição nos “mocinhos possessivos” de hoje em dia!

Como já aponta a sinopse, Spindle Cove é uma pequena vila em que jovens não adequadas aos padrões rígidos e exigentes da corte, se refugiam para viver em liberdade com suas peculiaridades, ou mesmo recuperar-se de prejuízos físicos ou emocionais para enfim, poder voltar a suas casas. Estas jovens, “lideradas” pela espirituosa Susanna Finch, encontram o conforto de conviverem com pessoas em igual situação de “exclusão” e ainda podem desenvolver lá suas paixões intelectuais com total aceitação das demais.

Por certo, considerando a época, essa liberdade feminina é proporcionada por uma tímida (ou quase inexistente) presença masculina, que também busca em Susanna as orientações para qualquer eventualidade.

Isso tudo acaba por se modificar com a chegada de Victor Bramwell e sua diminuta comitiva masculina. Bramwell, ou Bram, é um tenente-coronel em busca de seu antigo posto junto ao Exército Britânico, perdido após ser atingido no joelho numa batalha, e precisa do apoio do pai de Susanna, Sir Lewis Finch, para atingir seu objetivo. Como nem tudo ocorre conforme o esperado, ele acaba por ser nomeado Lorde daquela vila, ganhando um castelo destruído e a missão de criar uma milícia para uma futura exposição em Spindle Cove.

E, como é esperado, dá-se início a uma Guerra dos Sexos…ou seria do sexo?

A presença masculina e sua tentativa de controlar e a tentativa feminina de manter a vila como sempre foi, gera situações divertidíssimas, bem como, traz uma questão bastante interessante: o papel da mulher e do homem na sociedade e a possibilidade de coexistência pacífica e igualitária, inclusive numa relação amorosa.

Uma leitura deliciosa, carregada de frescor ao gênero!
Cinco estrelas pelo conjunto da obra!

PS: A Gutemberg já lançou o livro 2, intitulado “Uma semana para se perder”, que com certeza está na minha lista!

my rating 5 stars

Por Silvia

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