Crítica de Filme: O Nevoeiro, de Frank Darabont

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Sinopse:
Após uma violenta tempestade devastar a cidade de Maine, David Drayton (Thomas Jane) e Billy (Nathan Gamble), seu filho de 8 anos, correm rumo ao supermercado, temendo que os suprimentos se esgotem. Porém um estranho nevoeiro toma conta da cidade, o que faz com que David, Billy e outras pessoas fiquem presas no supermercado. Logo David descobre que há algo de sobrenatural envolvido e que, caso deixem o local, isto pode ser fatal.

Assista ao Trailer:


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Filme intenso e de difícil digestão, O Nevoeiro (The Mist) foi altamente recomendado por Mirela daqui do blog, por ser a adaptação preferida do mestre Stephen King. Nem ele e nem a Mi estavam errados. O filme é muitoooo bom!!!!

A história começa a ser contada com um temporal que causou estragos relativamente grandes na propriedade do pintor e designer gráfico David Drayton (Thomas Jane). Na manhã seguinte, Drayton avalia os estragos e percebe uma estranha névoa nas colinas próxima a sua casa, sem dar a mínima importância. Seu vizinho, com que tem uma rixa, acaba por precisar de sua ajuda para ir a cidade a fim de conseguir suprimentos. Os dois e o filho de David seguem para o supermercado.O-Nevoeiro-2007-04

E é aí que a coisa ”pega”!!!! Durante as compras, o “inofensivo” nevoeiro acaba tomando a cidade, causando terror para qualquer um que ouse enfrentá-lo. A verdade é que não se sabe o que tem lá inicialmente, já que as poucas pessoas que resolveram investigar não voltaram.

Pânico, histeria e muito terror é o que vemos no desenrolar do filme. A incerteza do que está diante dos olhos daquelas pessoas é o estopim para a discussão sobre o que é racional ou não. Até que as criaturas apareçam de fato, as facetas de cada um estão bem articuladas e é perceptível sobre quem irá surtar ou não.

“- As pessoas são boas, decentes. Meu Deus, somos uma sociedade civilizada.
– Claro. Contanto que as máquinas funcionem e o 190 atenda. Tire isso, deixe todo mundo no escuro e assustado e as regras se vão. As pessoas vão recorrer a quem quer que ofereça uma solução. Somos fundamentalmente insanos como espécie. Coloque gente suficiente num quarto e é só uma questão de tempo até cada metade começar a imaginar maneiras de matar a outra.” (Amanda Dumfries e David Drayton)

O estereótipo da tal “sociedade civilizada” é muito bem destacada. Contudo, é impressionante ver como é corrompida à medida que as horas passam e o medo escarnece. A histeria coletiva se instaura com o ataque da primeira criatura e o brilhantismo de Marcia Gay Harden, com a sua Sra. Carmody, comanda o espetáculo por algum tempo.

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Agora, vou parar por aqui! Porque é bastante pessoal o entendimento dos simbolismos desta história. Como assim, você deve estar se perguntando? O Nevoeiro traz uma história de ficção científica baseada no terror, mas seus elementos são puramente analíticos e políticos. Um grupo bem eclético, em um ambiente restrito, com valores e inteligências distintos e a “escuridão” lá fora são informações essenciais para a construção dos piores cenários.

Por isso, que se observa inicialmente o fanatismo religioso (graças a atuação da mãe do Christian Grey hahahahaha). Mas há também a briga de egos, o ceticismo, o pragmatismo e outras características sutis, mas muito bem colocadas. Por esses motivos que o nevoeiro não é apenas um título, mas o personagem principal desta trama.

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Sobre o final. Calma, não vou contá-lo. Mas desafio você a não sentir nada. Por mais que o seu brilhantismo tenha sido algo original e não imaginado (pelo menos por mim!!!), é difícil não sair desse filme sem pensar um pouco sobre as decisões de um grupo e o poder de um líder.

Recomendado!

Por Camilla Carvalho

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