Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

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Sinopse:
Ainda se recuperando do choque de ver Peeta (Josh Hutcherson) contra si, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é enviada ao Distrito 2 pela presidente Coin (Julianne Moore). Lá ela ajuda a convencer os moradores locais a se rebelarem contra a Capital. Com todos os distritos unidos, tem início o ataque decisivo contra o presidente Snow (Donald Sutherland). Só que Katniss tem seus próprios planos para o combate e, para levá-los adiante, precisa da ajuda de Gale (Liam Hemsworth), Finnick (Sam Claflin), Cressida (Natalie Dormer), Pollux (Elder Henson) e do próprio Peeta, enviado para compôr sua equipe.

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Minha Crítica:
No fim de semana passado, não pude deixar de ver o último filme da Série Jogos Vorazes. A Esperança – O Final trouxe enfim o desfecho da história da heroína Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e sua vida conturbada em meio a uma guerra caótica e sinistra. O fim tão aguardado por fãs e aqueles que acompanham a distopia criada por Suzanne Collins fechou mais um círculo teen com um enredo político forte e pura desesperança.

Os primeiros 15 minutos, somos habituados novamente com a circunstância em que deixamos Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e toda a sua tortura sofrida na Capital. Seu relacionamento com Katniss. Lacuna de seus sentimentos e o medo do novo. Adiante, seguimos vendo a dinâmica da guerra e o uso do Tordo. Os fins políticos entram bem delineados, mas não com tanto fulgor como na primeira parte. A busca de união para destruir Snow e a Capital chega a seu ápice, assim como os sentimentos dúbios de mudança e de poder.

Poder. Está é a palavra-chave de A Esperança: O Final. Uma aula não muito profunda, mas atual do dinamismo do poder (seja por uma ditadura ou uma república fingida). Todas as peças estão no tabuleiro e a proximidade do “cheque-mate” faz com que alguns peões sejam planejadamente derrubados. E aí, é que Francis Lawrence perde a mão.

Uma das coisas que senti falta neste filme foi a emoção. Por mais que se trate de uma distopia, o fato é que duas cenas, uma envolvendo Finnick Odair (Sam Clafin) e outra Primrose Everdeen (Willow Shields), foram displicentemente “jogadas”, e mesmo sem nenhum preparo, a fim de pegar todos de surpresa, o público mal emitiu um “putz” na sessão em que estava. Não houve nada. O que me recorda alguém perguntar “Kd o Finnick” já próximo ao final. (risos) Em contraponto, o gato de Prim mereceu um pequeno drama com a Katniss. (risos)

A conclusão foi o que me deixou mais desconcertada. Um final de romance teen, sem a obscuridade e intensidade do livro homônimo, que apesar de alguns problemas na continuidade, seguiu fiel até seu final. E o problema da carga emocional volta e termina de uma forma oca e sem brilhantismo (diferentemente de, apesar de eu demorar meses até aceitar, a própria autora concluir de forma segura e realista).

A trilha sonora de James Newton Howard compõe a atmosfera de dúvida e medo do filme. As cenas de ação continuam com sua qualidade característica, sendo possível sentir alguma adrenalina durante as lutas e combates. Mas senti que faltou ritmo para o filme, deixando-o cansativo como aconteceu com a A Esperança – Parte 1. Algo que me faz pensar que a divisão do livro final em dois, só tem um objetivo: monetário! (perdoe-me os fãs!)

Não venho aqui dizer que o filme é de todo ruim. No seu conjunto, mantém a proposta desde o início da série, mas conclui de forma branda e não tão perspicaz. Para mim, poderia ter tido uma dinâmica mais fluída e emotiva de Katniss que teve um desafio maior no filme anterior, que é a fragilidade não demonstrada neste último longa. Uma pena!

Destaques: Senti falta de Jena Malone e Gwendoline Christie na trama, passaram rápido e sem nenhuma marca; Woody Harrelson e Elizabeth Banks arrasaram como Haymitch e Effie, respectivamente; Julianne Moore perfeita para o papel da presidente Coin; o saudoso Philip Seymour Hoffman e seu personagem “marketeiro” perfeito; e o fraco triângulo amoroso de Peeta, Katniss e Gabe, que sinceramente não convence nem no livro, pior no filme (mais uma vez desculpas aos fãs).

Nota: 3.5 (4 estrelas)

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Por Camilla Carvalho

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