Crítica de Filme: A La Mala, de Pedro Pablo Ibarra

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E o que você faz quando, ao decidir iniciar sua primeira leitura de 2016, você se depara com todos os seus e-readers (leitores digitais) descarregados? Você pega o controle e aciona o botão do Netflix. Por isso, senhoras e senhores, a minha primeira resenha de 2016 não é uma resenha literária, mas sim uma resenha cinematográfica! 😉

E a escolha não poderia ter sido mais acertada. OK que a escolha não foi de nenhum filme cult, ou dramático, ou concorrente ao Oscar, e OK que sou suspeita, porque sou uma viciada confessa em comédias românticas, e uma aficionada, também confessa, por comédias românticas latinas, mas A LA MALA me conquistou com seu enredo, me fazendo querer dar play novamente antes mesmo dos créditos finais subirem.

Uma atriz desempregada…

Uma melhor amiga desconfiada do namorado…

Uma proposta descabida, mas aceita em nome da amizade ou da tentativa de verem-se livres do amigo “inconveniente”…

Uma proposta descabida que vira negócio…

Um negócio que vira ameaça…

Uma ameaça que vira desafio…

Um desafio que vira…

 A atriz Aislinn Derbez é Maria Laura “Mala” Medina, uma atriz que, por falta de trabalho, acaba “criando” um novo negócio cujo público alvo são mulheres que suspeitam de seus namorados infiéis. Negócio rentável ou não? Mas esse não é o objetivo profissional de Mala, afinal ela não estudou por anos arte dramática para acabar como profissional do teste de fidelidade do João Kleber, certo? Certo.

Um dia, após infinitos testes frustrados, o sonho de Mala finalmente parece estar próximo de tornar-se realidade, e é aí que o ponto de partida de verdade para o filme dirigido por Pedro Pablo Ibarra está. Patrícia, a famosa produtora de TV que está prestes a contratar Mala, torna-se sua mais nova “cliente”. Entretanto, dessa vez o pedido é de que Mala a ajude a “punir” um ex-namorado, fazendo-o se apaixonar por Mala e depois fazê-lo sofrer, criando a oportunidade perfeita para que, ao consolá-lo, Patrícia possa reconquistá-lo. Este plano, aparentemente muito bem arquitetado, na verdade desencadeia a história entre Maria Laura e Santiago (Maurício Ochmann).

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“Tenho um plano muito bem arquitetado.”

Santiago, a “vítima da vez”, é um rico empresário (sim, temos uma pitadinha de CEO aqui), com o qual Mala desenvolve uma relação de amor-ódio-pré-julgamentos, semelhante a Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy (<3), de Orgulho e Preconceito, mas claro que em um contexto moderno e tropical.

Embora claramente previsível, como toda boa e velha comédia romântica, o romance arranca vários momentos de suspiro, coração acelerado e sorriso bobo no rosto, conquistando o espectador nos minutos iniciais e prendendo a atenção até o fim. Além disso, nem tudo gira em torno dos personagens principais. O elenco de apoio é incrível, ganhando inegável destaque na parte cômica do filme, principalmente Luis Arrieta (Pablo) e Juan Diego Covarrubias (Alvaro), este último fazendo sua estreia no cinema com louvor. O elenco ainda composto por Aurora Papile e Daniela Schmidt demonstra claramente uma química natural na tela que nos cativa.

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Sim. A LA MALA possui vários elementos típicos do gênero, até mesmo ingredientes tidos como clichês (mas quem não gosta deles?), mas o roteiro é autêntico o suficiente para distingui-lo das demais comédias românticas que já assisti e colocá-lo entre os meus filmes favoritos do gênero. O filme traz, de forma muito bem equilibrada, romance e comédia, e uma comédia irônica e sarcástica, trazendo o alívio de duas horas de um humor inteligente em um romance arrebatador.

Assim sendo, 5 estrelas, 5 corações e muitas gargalhadas para o irresistível A LA MALA, porque, sério, vocês conseguiriam resistir?

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“É capaz de resistir?”

*Tentei conseguir o trailer legendado em português, mas não achei, por isso só postei esses sem legenda :/  Aproveitem… Apertem o play… Porque eu já vou dar replay aqui! 😉 *

Por Fernanda Aragão

5 pensamentos sobre “Crítica de Filme: A La Mala, de Pedro Pablo Ibarra

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