Resenha: O Último dos Canalhas – Loretta Chase

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Sinopse:
O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo em que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

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Minha Resenha:
Este ano, sem desafio de leitura, decidi me dedicar aos livros que não pude ler por não conseguir tempo e/ou encaixar na lista do ano passado. Em especial os livros de época contemporâneos. E como diz a Silvia daqui do site, inicio minhas leituras com a “febre das anáguas”, também conhecida como “anáguas on fire”. (risos)

“Alguns antepassados do duque tinham vivido muito, outros pouco, mas todos tiveram em comum uma vida intensa, porque essa era a natureza: serem canalhas notórios de nascença.”

Depois do sucesso de O Príncipe dos Canalhas (você pode ler a resenha AQUI), a Arqueiro trouxe o mais um volume com mais um cafajeste querido. Em O Último dos Canalhas, conhecemos o Duque Ainswood, Vere Mallory, um senhor libertino que não quer saber das responsabilidades do seu título e, por conta disto, prefere gastar seu tempo com bebidas, noitadas e, é claro, mulheres.
Sua vida começa a mudar em um encontro fatídico com a Srta. Lydia Grenville, uma jornalista destemida, impulsiva, desbocada e pró-independência feminina que praticamente o faz cair de bunda. Eu disse praticamente? Sim, Lydia é uma mocinha guerreira, lutando por suas matérias na Argus e tendo que resolver alguns problemas com suas próprias mãos. A interferência de Vere a faz reagir da forma mais direta que alguém poderia imaginar: um belo soco na face daquele homem detestável!!!! (risos) Você leu certo… um soco! Hahahahaha

“Se houvesse alguma justiça no mundo, pensou Lydia, o sujeito teria se transformado no sapo que ele era, no instante em que sua boca maligna tocara a dela.”

A partir daí, a história começa a tomar seu rumo. A antipatia de ambos é bem explorada pela autora, mas devo admitir que chega a ser um pouco enfadonha. Uma repetição de clichês que até mesmo nos faz lembrar o livro de Dain (do O Príncipe dos Canalhas), contudo desta vez não chega aos pés do texto brilhante da primeira obra.
Mas não se apoquente, o enredo melhora quando esses dois acabam se envolvendo em uma investigação sobre uma das matérias de Lydia e muita confusão se instaura. E beijos. Beijos roubados e compartilhados. Loretta nos dá cenas bem divertidas, não posso reclamar disso, com direito a malfeitores, corrida de cabriolés e grandes descobertas.

“- Você precisaria de mais motivos. Você me odeia.
– Não fique tão lisonjeada. – Ele franziu a testa. – você é apenas irritante”.

E temos o bônus com a participação do Lorde Belzebu (Dain para os íntimos) e sua esposa Jessica, a Lady Dain, o que para mim foi uma agradável surpresa!

4estrelas

Por Camilla Carvalho

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