Crítica Dupla: A Grande Aposta e Ponte dos Espiões

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No próximo fim de semana teremos o Oscar, a premiação mais esperada pelos amantes de cinema no mundo todo. E nós do Blog 5GE não poderíamos ficar sem comentar a categoria mais concorrida deste ano. O Oscar de Melhor Filme promete uma disputa acirrada, já que os oito filmes escolhidos tiveram ótimas críticas e aceitação do público.

Durante esta semana, postaremos dois filmes indicados por dia, falando sobre a nossa impressão, comentário e, é claro, torcida. (Risos) Então, vamos começar?!

1. A Grande Aposta (The Big Short)
Distribuidora: Paramount Pictures

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Sinopse:

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.

Crítica:

Minha nossa! Eu tive um certo receio no início deste filme. Temi não conseguir acompanhar a história, mas o diretor Adam McKay (Homem Formiga) foi esperto o suficiente para nos situar. Esperto e malandro, porque ele sacou tão bem a história, que nos fez torcer pelo inimaginável: que o sistema imobiliário explodisse!!!

Temos que esperar um pouquinho até chegar lá, mas ver a incrível jornada comandada por Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt é de arrepiar. Esses quatro nomes são os responsáveis pelo andamento do caos financeiro que foi difundido com a quebra do setor imobiliário nos EUA em 2008. Brilhantemente produzido, o filme provoca um “tapa na cara” no sonho americano e nos mostra a cara feia da ostentação, que é a burrice (ou cegueira) do que se supõe entender piamente sobre o sistema das hipotecas nas finanças americanas à época. Uma história perfeita que nos faz pensar como a política, o ego e a oportunidade podem mudar o curso de milhões de pessoas.

Destaques: Para mim, Christian Bale e Steve Carell foram o nome do filme. Ambos carregaram a camisa e ditaram as regras do jogo. Gosling, Brad Pitt e demais atores se encaixaram perfeitamente no rumo do “vamos aproveitar a parada” e simplesmente “caíram de cara na oportunidade”. Cenas com celebridades explicando termos e situações técnicas sobre o setor imobiliário da época foi uma bela jogada de mestre. E, por fim, a conclusão perfeita sobre a culpa de tal caos, narrado brilhantemente por Ryan Gosling.

Imperdível e um dos meus favoritos!

my rating 5 stars

 

2. Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
Distribuidora: Fox Filmes Brasil

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Sinopse:

Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos.

Crítica:

Acredito que foi minha primeira decepção dos indicados, porque não esperava que Spielberg tivesse feito um filme assim tão blah!

Ambientado na Guerra Fria, o filme conta a história de James Donovan (Tom Hanks), um advogado que se vê diante do caso de sua vida: defender um militar soviético, Rudolf Abel (Mark Rylance), em um processo judicial de espionagem. Durante o desenrolar da história, Donovan passa a ser peça principal de um jogo entre dois países a fim de negociar a troca de prisioneiros, tudo isso numa atmosfera emblemática de espiões, burocracia e politicalha.

Sim, é mais um filme de guerra. Mas não exatamente como você pode imaginar. Avesso aos tiros e explosões, o roteiro foi positivado para o “combate” de diálogos, muito bem redigidos e executados. Ver Hanks atuando como o advogado sério e digno foi algo positivo, porque seu personagem foi muito bem constituído e dialoga perfeitamente com o que foi proposto pela narrativa.

Todavia, os excessos de cenas longas, meramente exemplificativas, acabam por matar o ritmo e, por conseguinte, toda a trajetória proposta por Spielberg no início da trama. É algo que ainda não consegui compreender o motivo da segunda parte do filme destoar tanto. E o final… chatérrimo!

Por sua conta e risco!

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Por: Camilla Carvalho

Um pensamento sobre “Crítica Dupla: A Grande Aposta e Ponte dos Espiões

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