Crítica: Já Estou com Saudades

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Sinopse:
Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette) são melhores amigas desde a infância. Enquanto Milly se casou, teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso, Jess decidiu levar uma vida pacata ao lado do marido Jago (Paddy Considine). Após se submeter a um tratamento, Jess enfim consegue engravidar. Mas a notícia vem justamente quando Milly descobre ter câncer de mama e precisa passar por quimioterapia, o que necessitará do apoio não apenas da amiga, mas de toda a família.

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Minha Crítica:
Eu realmente fiquei tocada pela direção deste filme. Catherine Hardwicke (Crepúsculo) me impressionou pela qualidade dos takes e, acima de tudo, pela forma como mostrou os altos e baixos de uma amizade. Mesclando cenas comuns do dia a dia com a intensidade do close-up de momentos emocionantes, Hardwicke soube trazer a delicadeza e transforma-la em um personagem a mais no filme.

É óbvio que o elenco é o grande chamariz do longa, mas é a Toni Collette (Sexto Sentido) que carrega todo o drama e as cenas extremamente comoventes. Milly, sua personagem, descobre que está com câncer. Por ser uma alma livre, sua luta pela vida é dinâmica e muito bem humorada. As tiradas de ironia e humor negro abarcam boa parte da narrativa, trazendo um roteiro bem produzido e com ótimos momentos de escape.

Na contramão, temos a personagem de Drew Barrymore. Jess é oposto de Milly. Calma, compassiva, é o lado seguro da amiga. O braço direito, já que se conhecem desde crianças. Contudo, é impossível de não notar como Jess muitas vezes se anula a favor da fidelidade de sua amizade com Milly. E uma dessas vezes é quando ela adia o plano de ser mãe para ajudar a amiga, fato que não deve ser tão criticado assim. Bastante compreensível até! Mas o Jago (Paddy Considine), marido de Jess, não curte muito essa decisão. Criando até um conflito no seu casamento.

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Os homens desta história são incríveis. Jago é amoroso e engraçado, exatamente centrado como a esposa Jess. Já Kit (Dominic Cooper), marido de Milly, é extrovertido e cuca-fresca como a esposa, mas que embarcou no relacionamento e aflou em um homem responsável. Sim, amigas. Neste filme, temos maridos sensíveis, companheiros e civilizados. Um belo exemplo a serseguido!!! (Risos)

O problema é que quando Jess descobre sua gravidez, Milly tem a pior notícia de sua vida. E aí, que a história toma forma. O medo, a revolta, a negação, tudo acaba atrapalhando a vida desses quatro personagens, e não há como deixar de se comover com o que vemos na história.

Volto a frisar que este filme trata a doença de forma leve, mas com seriedade. Contudo, são as relações pessoais que extrapolam e edificam o filme. Sim, você vai chorar!!! E vai rir também. Acima de tudo, torcer por estas duas amigas.

Destaques: Toni Collette, sem dúvida. Excelente no papel e encarregada de nos guiar por toda a história. Dominic Cooper me deixou impressionada, o rapazote de Mama Mia! cresceu. Jaqueline Bissett e sua Miranda, a câmera brilha para essa atriz. Os filhos de Milly, traquinos e fofos. E Losing My Religion, do R.E.M. (vocês irão entender ao ver o filme!)

Ponto negativo: Drew Barrymore e a ausência do sotaque inglês, uma vez que o filme se passa na Inglaterra e a personagem dela mora lá desde pequena! Poxa, Drew. Custava falar pelo menos um “bollocks”?!

Trailer legendado:

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Por Camilla Carvalho

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