Resenha: A Fúria e A Aurora – Renee Ahdieh

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Livro: A Fúria e A Aurora (Livro 01)
Autor: Renee Ahdieh
Editora: Globo Alt
Páginas: 336

Sinopse:
Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer.

Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.

Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

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Minha Resenha:
Ano passado, um dos livros do desafio de leitura que fiz trazia alguns contos das Mil e Uma Noites. Prometi que algum dia leria tais histórias de Sherazade a Shariar. E eis que surgiu na minha timeline de leitura mais um livro que abordava os famosos contos persas. O título em inglês não me prendeu (The Wrath and The Dawn), mas deixei marcado para quem sabe um dia eu pudesse me interessar novamente.

Em meados de maio deste ano (acredito eu?! Sou péssima com datas!), a Editora Globo Alt postou a capa de sua nova aposta. Foi quando me encantei com o primeiro livro da duologia A Fúria e A Aurora, de Renee Ahdieh. Sim, a capa me ganhou rapidamente e não resisti. E assim que foi lançado, eu tinha que ler para ontem!

E é ÓBVIO que não me arrependi!!!!!

Que livro lindo, gente! Quem realmente ama livros com histórias do tipo conto de fadas, magia e romance vai amar! Com direito a formar coraçãozinho com as mãos.

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Assim como a fonte de sua inspiração, Renée Ahdieh traz a história de Sherazade, uma jovem que se casa com o califa de Khorasan, que possui uma fama maligna de ser conhecido por matar suas esposas no amanhecer do dia seguinte ao casamento.

“Lá no final do imenso salão estava Khalid Ibn al-Rashid, o califa de Khorasan. O Rei dos Reis. O monstro dos meus pesadelos. A cada passo, sentia o sangue ferver com a raiva e a clareza de seu objetivo. Ela avançou, sem desviar o olhar. Seu porte orgulhoso o destacava dos demais homens de seu séquito, e os detalhes ficavam mais nítidos à medida que ela avançava em sua direção.”

Chocou-se? Sim, não é um plot muito fácil de digerir, mas como toda boa história, vamos descobrindo o quanto Sherazade é esperta. Não só se voluntariou a se casar com o Khalid, o califa de Khorasan, como também ela tem um plano de acabar com a crueldade deste soberano, encerrando por vez a vida deste crápula.

O problema é que o califa possui segredos (e como!) e, aos dezoito anos, ele tem a responsabilidade de governar e ser o provedor de seu povo. Por mais frio e vil que aparente ser, Khalid possui uma história que nem mesmo Sherazade é capaz de imaginar.

Conhecido como o menino-rei, Khalid não é um pessoa fácil. Taciturno, obscuro e genioso, o jovem mantém todos a distancia. Um exímio espadachim, ele não se deixa encantar tão facilmente.

Sendo assim, a partir do momento que a protagonista começa a narrar os contos que conhece a seu “sayyidi” para salvar sua vida, Shazi acaba descobrindo o outro lado do califa. Os mistérios das histórias antigas às vezes nem chegam perto da realidade dura que alguns enfrentam. E é assim, o medo dá espaço a confiança; a dúvida a fé; e o passado ao futuro.

“— O que você está fazendo comigo, sua praga? — ele sussurrou.
— Se sou uma praga, então você devia se manter a distância, a não ser que planeje ser destruído. — Com a arma ainda nas mãos, ela o empurrou.
— Não. — As mãos agora na sua cintura. — Me destrua.”

Eu gostaria muito de discorrer mais sobre os personagens principais, porque eles foram muito bem desenvolvidos e se desnudaram com o passar das páginas. Os coadjuvantes também são bem delineados e ajudam a narrativa “pegar”, com suas participações pontuadas e dinâmicas no contexto do livro. Fico por aqui, porque cabe a cada um que ler e tecer suas impressões.

Algumas pessoas podem desconsiderar as descrições dos locais onde a ação ocorre durante a leitura. A autora traz detalhes muito bem elaborados sobre o ambiente, que recaem perfeitamente no humor e nas atitudes de cada personagem. Atentem-se que o palácio onde os protagonistas vivem possui vida própria e inspira para a aura de segredos e conspirações que são vistas na narrativa. Um prato cheio para que ama um suspense.

“Os passos de Khalid ecoaram nos corredores sombrios de pedra. O granito calejado e a ágata com veios azuis de seu palácio serviam para oferecer refúgio aos gritos dos fantasmas. Um abrigo para pesadelos… Até a chegada de Sherazade.”

E falando sobre prato cheio… Renee Ahdieh celebra também a comida árabe. Não sei vocês, mas recomendo não ler com fome. (Risos)

Eu confesso que tive medo das nomenclaturas usadas pela autora. Há alguns termos em árabe que podem assustar, mas é possível recorrer a uma pequena lista de verbetes imprescindível para o início da leitura. Depois de um tempo, você mergulha no livro e nem recorre mais.

Sobre o aspecto do livro, a diagramação é linda e de excelente gosto, mas o tamanho da fonte atrapalha nas longas horas de leitura, especialmente para quem sofre de astigmatismo (fica a dica!). Parabéns a Fabienne Mercês pela excelente tradução e a equipe da editora por mais um belo trabalho realizado.

Agora é aguardar 2017 para o segundo livro, ainda sem título aqui no Brasil, para a continuação da linda história de Sherazade e Khalid. *suspiros*

“Minha alma vê um igual em você.”

Classificação: 5 Estrelas + 1001 suspiros

my rating 5 stars

Um pensamento sobre “Resenha: A Fúria e A Aurora – Renee Ahdieh

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