[Outubro do Terror]Resenha:Belas Maldições – Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Livro: Belas Maldições (Good omens)
Autores: Neil Gaiman e Terry Pratchet
Editora Bertrand Brasil 
Páginas: 374

SINOPSE:

Segundo as Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles não têm outra alternativa senão encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já possa ter visto em algum filme, é um garoto que adora seu cachorro, se preocupa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo…

RESENHA:

Quando comecei a ler este livro pensei “estou fazendo alguma coisa errada” porque eu, que não sou a maior entusiasta de livros de terror (aprecio mais os filmes) me vi por diversas vezes sendo obrigada a controlar a gargalhada que vinha a cada página do livro. Não era para eu ficar em pânico? Com medo de dormir no escuro? Mais eis que é no humor que o pior terror nos salta aos olhos: demônios (e até anjos), Deus ou o Diabo não são páreo para para os seres mais maldosos e ardilosos (quando assim o querem): o seres humanos.

Belas maldições é um livro único, hilário, divertido, fluído, e ao mesmo tempo cheio de subtextos e reflexões, daqueles que você não quer terminar… A premissa é única e irresistível: O demônio Crowley, que já foi a serpente do Jardim do Eden, ainda circula pela Terra, agora na forma humana, assim como seu parceiro/antagonista, Aziraphale, um anjo que tem uma livraria em Londres. Passados tantos séculos, ambos encontram-se totalmente inseridos e acostumados com a vida terrena e não recebem de bom grado a notícia de que o apocalipse começará. Logo agora que tava tão bom?!?

Assim, ambos retomam a “parceria” a fim de deixar essa coisa de fim do mundo e viver todos numa boa dentro de seus infernos particulares na Terra. Porque o céu não tem música boa. E o inferno… é um saco. Partem então para monitorar o Anticristo, a fim de dissuadi-lo sub-repticiamente (porque não se poderia falar claramente com o filho do Capeta, não é mesmo?) que nós merecemos continuar vivos e tudo deve ser mantido como deve ser. Só que mesmo as melhores intenções podem serem alterados por circunstâncias do destino ou satanistas atrapalhados.

Até que eles encontram Adam, o próprio Anticristo. Só que ele é muito diferente do que já vimos em tantos livros e filmes sobre o tema: ok, ele é charmoso e envolve a todos com sua conversa, ele é o líder de seu grupo, os “Eles”, mas também é um menino inteligente, ponderado, amoroso, inteligente e preocupado com a Ecologia.

Com a chegada de seu décimo primeiro aniversário, os Cavaleiros do Apocalipse moderno, a Fome, Guerra, Morte e a Poluição, partem em busca de Adam, a fim de dar início ao fim do mundo.

Paralelamente, temos Anathema, descendente de Agnes Nutter, a bruxa do título. Agnes escreveu séculos atrás um livro que possuía profecias tão precisas e exatas que só se descobre o que ela quis dizer quando estas situações já ocorreram. O que dificulta de certa forma sua validade, não é mesmo?

E este é o tom do livro. Tiradas engraçadas que mostram a cada momento nossas percepções equivocadas que temos sobre o certo e o errado, bem como pode ser confusa a divisão de bem e mal, céu e inferno.

A amizade também é um elemento presente nos melhores núcleos da história, pois Crowley e Aziraphale, são muito divertidos e mesmo a situação mais absurda leva a uma curiosidade cada vez maior pelo desfecho desta história e é impossível não ter empatia por esses personagens! É incrível como os autores conseguem apresentar situações que fazem eles oscilar entre a amizade formada e suas obrigações celestiais ou infernais! E isso obviamente nos fazem torcer por seu êxito! E continuemos no mundo ouvindo as Quatros estações de Vivaldi… com vocais de Freddy Mercury!

Leitura deliciosa, gente!

Ela ganha, contudo, quatro estrelas, por culpa de sua tradução. Se você olhar a capa original, verá que o livro se chama, na verdade, “Good Omens” ou “Bons presságios” e quando se fala em “belas” na realidade, os autores estão mencionando as “precisas” profecias de Agnes e isso faz toda a diferença na compreensão da história, infelizmente.

good-omens

 Há uma previsão de que este livro vire um filme e após a leitura, torço fortemente para que este seja um dos presságios de Agnes Nutter!!!!

“Sabe, não basta saber o que o futuro é. É preciso saber o que ele significa.”

4pumpkins

Um pensamento sobre “[Outubro do Terror]Resenha:Belas Maldições – Neil Gaiman e Terry Pratchett

  1. Que interessante, esse é o primeiro livro que vejo com o anticristo sendo uma pessoa boa(no caso garoto) e que ama os animais e o meio ambiente.
    Espero poder ler esse livro e ver com os meus próprios olhos.

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