Resenha: The Life We Almost Had – Laura Miller

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SINOPSE:

Muito antes de todos deixarem a pequena cidade de Sweet Home para os fantasmas, ela era a garota ao lado. E ele era o garoto que nunca conseguiria alcançar as expectativas do pai dela. Mas nada disso importava. A única coisa que importava era que o coração dela o tinha escolhido.

Mas aquilo foi há muitos anos. E agora, a irmã de Berlin está rezando para que alguém apareça para fazer seu irmão se esquecer da menina do passado. E alguém o faz. Mas essa garota será capaz de cortar as correntes de seu primeiro amor ou ela apenas o fará se apaixonar ainda mais por aquela garotinha que ele deixou para trás em Sweet Home, Missouri?

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E, mais uma vez, Laura fez o que ela sempre faz…ela aqueceu meu coração no momento em que ele mais precisava.

Uma das minhas frases favoritas de um dos livros que mais gosto diz o seguinte: “Existe um fio que nos conecta que não é visível aos olhos. Talvez cada pessoa tenha mais de uma alma a quem esteja conectada, e em todo o mundo existem esses fios invisíveis. Talvez as chances de que você encontre todas e cada uma das suas almas gêmeas sejam pequenas. Mas às vezes você tem sorte o suficiente para tropeçar em uma. E você sente um puxão. E não é tanto uma escolha amá-la através de suas falhas e através de suas diferenças, mas sim amá-la sem sequer tentar”.

Essa frase me marcou profundamente, e desde então nunca deixei de acreditar nela. Acredito que nada aconteça por acaso, e acredito que nossa alma esteja conectada com outras de diferentes formas e que desenvolvemos diferentes relações com elas. Uma delas pode ser o amor da nossa vida, outras nossas melhores amigas, e ainda outras podem nos marcar de alguma forma, às vezes mesmo sem saberem disso. E algumas, algumas se tornam autoras e com suas palavras mudam nossas vidas para sempre, e você as ama sem sequer tentar.

Eu já falei isso algumas vezes, mas é sempre bom relembrar. 1) Eu não escrevo resenhas, eu escrevo desabafos. 2) Eu quase nunca consigo escrever desabafos dos meus livros favoritos, porque nunca acho que palavras são capazes de fazer jus ao impacto que determinados livros têm na minha vida. 3) Eu quase sempre acho que por mais que eu fale e fale e fale, nunca serei capaz de expressar meu amor e gratidão pelos livros da Laura Miller, e minha admiração pelo trabalho dela como escritora.

Há anos, desde quando conheci Will, venho batendo na mesmo tecla, muitas vezes soando até mesmo cansativa, para todas as minhas amigas, conhecidas ou qualquer pessoa que peça indicação de um livro ou autor: POR FAVOR, LEIAM OS LIVROS DA AUTORA LAURA MILLER! E há anos eu não entendo porque o mundo não me ouve tanto quanto eu gostaria! Aos meus amigos eu pergunto: quando foi que eu decepcionei vocês com as minhas indicações? (Kkkkkk…não respondam!)

Enfim, tive a honra mais uma vez de receber o ARC de The Life We Almost Had, novo lançamento da autora, mas a vida, como uma algoz, me sufocou tanto nos últimos meses que levei meses para conseguir terminá-lo, não porque o livro não tivesse prendido minha atenção, muito pelo contrário, os livros da Laura sempre me conquistam nas primeiras linhas, mas porque a vida resolveu brincar de vilã. Ao menos era isso que eu imaginava, até terminá-lo de ler ontem à noite e compreender que nada acontece por acaso, que tudo termina exatamente como deveria, mesmo que o interim seja um pouco turbulento.

Com a mesma delicadeza, com o mesmo cuidado, com a mesma destreza de sempre, Laura me presenteou – porque é isso que ela faz, ela nos presenteia com seus livros – com mais uma linda história de amor, narrada com uma fluidez bela, que me cativou e me transportou para dentro de suas palavras. Não há nada de insta em seus livros, e não houve nesse. Ela narrou a história com calma, desenvolvendo os personagens e o enredo aos poucos e com precisão. Em uma analogia, não houve uma paixão avassaladora, mas sim um amor puro, lindo, daqueles que surgem aos poucos e se firmam com o tempo. Laura construiu sua história assim, firmando sua narrativa a cada novo capítulo.

Aliás, os capítulos em The Life We Almost Had são narrados no passado e no presente e alternados entre os pontos de vista de ambos os personagens, fazendo com que compreendamos o contexto e todas as emoções que envolvem os personagens. Isso fez com que todos os pontos fossem fechados e conectados de forma primorosa.

Como disse, a narrativa vai construindo as relações e as emoções, que vão crescendo juntamente com a história. E quando você acha que alcançou a mansidão do oceano, Laura vem com uma onda e te leva ao ápice de suas emoções, das minhas emoções, e com elas, ela mais uma vez trouxe acalento a esse coração que muitas vezes se sente cansado, exausto, mas que sempre sente aquele puxão que eu disse lá em cima, quando ele se encontra com as belas palavras, os personagens especiais, e as histórias encantadores de Laura.

Ao fim, como em todas as outras vezes, ao terminar The Life We Almost Had o que sobrou foi…saudade…uma vontade de reler essa linda história como se fosse a primeira vez, e sentir todas as emoções como se fossem desconhecidas…

Saudades de Julia e Will.
Saudades de Logan e Jorgen.
Saudades de Brooke e River.
Saudades de Ashley e Rem.
Saudades de Savannah e Salem.
Saudades de Iva e Berlin.
Saudades do meu Outono.

Por Fernanda Aragão

my rating 5 stars

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Amazon Brasil: https://goo.gl/XSo2T3

Goodreads: https://goo.gl/wuB9sB

Sobre a autora:

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Eu escrevo sobre chuva em telhados de metal, estradas de cascalho, caminhões antigos com furos nos painéis de madeira e noites de verão de cidades pequenas. Eu cresci em uma fazenda em uma pequena cidade do meio-oeste dos EUA. Agora, moro em Kansas City, Mo., com meu marido meteorologista.

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